domingo, 6 de maio de 2012

Passos - A reaproximação


Atendendo aos pedidos (um só mesmo! Hehe), venho nesse post publicar parte de um comentário meu, realizado para uma postagem de um amigo.
Para entenderem melhor a proposta não deixem de ler:
De qualquer forma, trata-se de uma reaproximação, já que ultimamente ando afastada das letras, palavras, frases que me motivam na vida.

Passo com o passo bem apertado pra chegar logo ao espaço desejado.
Mas passo tão desatento, tão apressado que nem tento imprimir ao passo o apreço pelo caminho passado.
O traço, a traça, o baço, a cabaça, o braço que abraça e o passo ocupam um espaço.
Mas não o espaço onde tenho que chegar.
Se chego e se deixo, tudo que mexo se transforma em sobejo.
E se o sobejo não for esboço, lá vou eu apertar e apressar meu passo para chegar em outro espaço...

Abraços, por enquanto!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Nosso romance não é clichê


Nosso romance não é clichê quando desligo a TV e digo que vou assistir você.

Nosso romance não é clichê quando pego 
                                         sua mão e 
                                                   digo que 
                                                         a sementinha 
                                                                      quer desenvolver.
Nosso romance não é clichê quando deixo meus estudos, para estudar adivinha o quê? 
(V
 o
 c
 ê!).
Nosso romance não é clichê!

Mas as frases de efeito... Começam a causar de verdade, seus efeitos.

E de repente, me pego gostando de te ter.

E não me importa mais clichê ou não clichê.

Porque tudo o que eu quero é ficar cada vez mais perto de você! s2







Abraços, meu povo!

Inté!!!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Hoje só quero Escrever

Mais um presente que embrulho para vocês! =D



Anotações retiradas do livro "A Cabana", de W.P. Young.


Peço licença à Poética para ter licença poética!
Pois hoje, só quero escrever.

Mas não escrever sobre:
  • Angústia,
  • Dor,
  • Ilusão,
  • Ohh meu pobre coração.

Quero escrever o que não é bom para se escrever.

A vida tem um jogo muito diferente do nosso. A gente sempre perde alguma coisa. Corre daqui, de lá, e quando vê só lhes sobram as rugas.
Não.
Não!
Não era bem isso que queria escrever.
Não sei, as palavras me abandonam assim, sem que eu perceba e de repente, estou paralisada. Palavrasiada.

- E essa palavra aí existe, ô doida?

- Não. Mas parece não existir mais palavras no universo para suprir minha necessidade de escrever.

- E é isso que pretende fazer??? Sair criando palavras? O mundo está um caos, sabia?

- Mas caos maior ficaria, se por acaso as palavras não fossem redigidas.

- Você e suas teorias!

- Não. Eu e minhas poesias...








Abraços!!!!!!!!!!!

domingo, 16 de outubro de 2011

Someone Like You - Abstract Picture


*Ouçam primeiro "Adele - Someone Like You". Servirá como fundo musical para este pequeno texto.



Meus medos flutuam por entre espaços de ar que não suportam mais o vácuo que as células provocam em mim.
Meus olhos olham pelo o que a janela não pode me transformar.
Se meu sentimento se confunde não é pelo que não tenho. Não é pelo que não vejo. É pelo que provocas em minha pele.
Você se tornou o que há de pior em mim. Tornou-se o que não quero lembrar...
Por que ainda penso no que podia me dar?
Por que ainda quero aquele ar de triste manhã?
Por que não percebo que o que tínhamos não era nada marcante quanto o que imaginei que tivéssemos.
Você foi só uma imagem num quadro. Abstrato, só me deu pistas do que eu não podia colorir.
Seguir o caminho de volta está difícil, porque não lembro exatamente onde estão nossos passos marcados.
Você invadiu meu espaço de forma que não sigo nem mesmo quando a luz do sol aparece trazendo a esperança de uma nova fronteira, um novo caminho, uma nova chance.
Você acabou com o meu recomeço.
Você deveria me amar.
Por que? É o que me pergunta assim, sem ressentimento, sem sentimento.
...
E por que não me amar?

Mas sabe a resposta? Talvez a ouça no próximo verão, quando as chuvas carregarem você para nosso velho aconchego.
Ou talvez, ela não seja algo de se ouvir. Talvez fique apenas presa na moldura, pregada junto com a sua imagem. Agregando poeiras, fixando teias.
Não vou limpá-la. Porque não quero ver o que imaginei ter. Porque não quero lembrar o que falsamente planejei.

Siga.

Eu vou seguir.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Televisão: a Caixa de Pandora









"Por que o que está lá dentro

É tudo o que não posso ser?”

(Televisão de Cachorro – Pato Fu)




Se às vezes deixamos transparecer que somos artificialmente intelectuais, ou como diz um amigo, “pseudo” intelectuais, talvez a culpa (em parte) seja da televisão. Do que assistimos, logicamente.

A TV é formadora de opinião tanto quanto um professor. Ela trás às pessoas um resumo de quase tudo no mundo e na maioria das vezes, o que a população absorve é algo em torno de 60 a 70% de conteúdos fáceis de digestão, sem aprofundamento.

O que realmente faria uma pessoa evoluir, “passar de fase” (como diriam meus sobrinhos) quase ninguém adquire.

Mas a TV não deixa de ser algo que nos civilize também. TV se tornou algo tão importante quanto um creme dental. Aliás, muitos usam a TV, mas esquecem de usar o creme dental.


Aonde quero chegar com essas baboseiras?

Bem, nos tornamos seres passíveis. Cada vez mais estamos sentados à frente da caixa de pandora, entorpecidos, mergulhados em seus conteúdos alucinógenos a tal ponto, que esquecemos até mesmo de nossas necessidades básicas, tipo beber água e ir ao banheiro.

Tornamo-nos vazios.

Quando discutimos algum assunto, a sensação é a de que falta ainda algo para concluí-lo de vez. Quando escrevemos parece até que o vocabulário se reduziu as meras palavras. Agora, os atos... Bom, esses a televisão anda ensinando muito!
Nossa redenção é tamanha que a colocamos em um lugar específico da casa, numa espécie de altar mor, onde todos possam se prostrar diante dela e a reverenciar como se fosse uma deusa. Hipnotizadora, ela se mantém viva após mais de 50 anos.
Vale ressaltar que, o que faz da TV ser esse meio de comunicação tão potente é o fato de estar presente em quase todas as casas (com esses preços acessíveis) e ter uma programação realizada por pessoas muito, mas muito inteligentes. Acredite, você pode não ser burro, mas o cara do outro lado da transmissão sabe o que fazer para prender a sua atenção e dessa forma, lhe transformar em um telespectador passivo. Até mesmo quando o assunto é jornalístico. Segundo o sociólogo Bourdieu, muitos jornalistas manipulam e são manipulados (para saber mais clique aqui):

Perde-se a autonomia, o assunto é imposto, as condições da comunicação são impostas e principalmente o limite de tempo, se é que alguma coisa possa ser dita. E as pessoas estão tão envolvidas neste processo, mas não percebem esta censura. Os jornalistas manipulam e são manipulados. Como isto pode ser visto: salários exorbitantes, entrada e saída de apresentadores, denuncias de escândalos, em seguida notícias de variedades acabam por contribui para desviar o telespectadores do essencial.

Por isso, é importante saber o que se espera assistir. Se preferir um reality show, verá apenas situações da vida alheia. Se preferir um concerto de ópera, verá cantores/atores em um palco. Em qual deles você se sentirá melhor? Em qual deles você sairá mais engrandecido?
Creio que cada qual terá a sua escolha realizada de bom grado, não importando se aprendeu algo ou não. O que assistir ou deixar de assistir, é algo individual, pertencente ao sujeito que escolhe o que quer assistir. Um sujeito maior de idade. Se for criança, é melhor monitorar, não é? Não queremos futuros cidadãos, eleitores brasileiros a mercê de qualquer porcaria...

Só finalizando, a TV como a Caixa de Pandora, pode conter dentro essas coisas desnecessárias, ruins, como pode também conter a esperança, o bom exemplo, e outras cositas más. Vai de cada um a preferência por canal, desde que feita com consciência, é claro.
Abaixo deixo 3 links para vocês curtirem um pouquinho a letra... ;D





Abracitos!!!

Inté, meu povo!




*Pode ser que o artigo do Bourdieu não esteja disponível no “clique aqui” acima, portanto, tentem esse aqui, por via das dúvidas. 


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

domingo, 25 de setembro de 2011

[Com] Tato




Olho, boca, pele, tato.
Faço.
Deixa?
Beijo.
E a mordida?
Fica quieta! Hoje ainda não te dei as estrelas que lhe prometi.
É de levinho...
Vem cá.
Posso?
Só um pouquinho.

sábado, 24 de setembro de 2011

Quem dera ser um peixe...


Sede de mar.
Sede de rede.
Sede de sonhos.
Sede de você.

Quero te beber até secar.
Quero te beber até me afogar.
Quero te beber até nunca mais pensar em me hidratar.

Quero porque quero sugar até não existir mais uma gota de você.

E então, quando não puderes mais suprir minha sede,
Quando não puderes mais escoar de minha boca,
Dar-lhe-ei enfim, todo o amor existente
Nas minhas gotas.



Sou mais um de seus objetos perdidos



Não dá para entender quando fazemos o que a outra pessoa quer e ela simplesmente, se esquece de retribuir, ou mesmo agradecer.

Não dá para entender porque damos atenção a certos seres, sem que esses mereçam.
Não dá para entender porque as pessoas só valorizam aquilo que perdem.

Sou a partir de agora, um objeto perdido entre seus pertences, escapando de seus dedos. Tente me pegar a tempo, antes que o baque proporcionado pela queda estilhace o resto do meu sentimento.

É melhor ser rápido...
Já posso sentir o espaço de ar diminuindo. O chão está próximo.


Crianças... Sempre nos surpreendendo!



Meu sobrinho L.F., de 8 anos, ilustra/filosofa através de 2 brinquedos a presença do irmão J.A. (de 6 anos), em sua vida:



E quem é que nunca perdeu a cabeça?!



Meu povo, abraços e bom final de semana!!!